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Archive for Maio, 2009

Clint, o cara

Wim Hof, Rocky Balboa, César Cielo. Quem melhor personifica esse blog? Alternativa D, nenhuma das anteriores. Mais de 30 posts depois, ainda é tempo de corrigir uma quase injustiça cometida. Aproveitando que estamos a 2 dias de seu aniversário, é importante enfatizar que essas palavras mal escritas, a travessia e tudo mais nunca existiriam sem o célebre personagem de Clint Eastwood em “Fuga de Alcatraz”…

MCS_Clint_Eastwood_Escape_from_Alcatraz

Clint não contou até o infinito 2 vezes, nem ganhou na roleta russa de um revólver com 6 balas, mas é mais durão que o Chuck Norris. Não obstante seu cartel de latrocínios, chacinas e assassinatos à queima-roupa quando empunhava sua pistola como Dirty Harry ou William ‘Bill’ Munny, ele não larga a mão pesada nem na atrás das câmeras.

No Menina de ouro e no Gran Torino, dois de seus mais recentes filmes, ele vai de 0 a 100 em poucos minutos. Vai seduzindo o espectador com um melodraminha básico, quase banal, pra em uma/duas cenas inverter totalmente as expectativas e deixar claro: “Achou que ia continuar com essa proposta viadinha pra sempre? Toma!”. É impressionante – pelo menos pra mim – como eu me senti de certa forma sacaneado por esses filmes.

Mas é isso ai Clint. Se o corpo não acompanha mais o instinto matador, o negócio é fazer igual o cara dos Jogos Mortais III, IV, etc e ficar só no planejamento estratégico. Parafraseando Che, hay que endurecerse, pero SIM, perder la ternura…

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Eu sempre me interessei pela síndrome de Bartleby, aquela do personagem da literatura que depois de empreender um grande feito, simplesmente botava o burro na sombra e assumia uma atitude contemplativa em relação a vida.

O Veríssimo escreveu uma crônica sobre um publicitário acometido por essa síndrome. Ele criara um slogan para um uísque: “Chivas. O Chivas Regal dos uísques” e, considerando-o o genial, recusava-se a criar qualquer coisa dali pra frente.

chivas

Eu acho que atleta brasileiro, principalmente de esporte individual, tem propensão pra ter essa síndrome. O cara ganha uma medalha olímpica ou um mundial e depois cai no ostracismo. Aurélio Miguel, Thiago Camilo, Gustavo Borges e provavelmente outros que esqueci, são exceções à minha teoria, mas algo me diz que o mais novo representante dessa linhagem é o Cielo.

Não sei se é pelo deslumbre de ter ganho a primeira medalha de ouro na natação brasileira, ou porque a concorrência aumentou – o Phelps tá chegando nos 100 metros -, mas o fato é que eu não vejo ele dando aquele algo a mais, aquilo que eterniza o atleta na história do esporte. Torço pra estar errado, além de simpatizar com ele, sei que sua continuidade na elite mundial ajuda a aumentar a popularidade da natação brasileira.

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Há 2 fins de semana nadei minha primeira prova média; 3,5 Kms nas águas calmas e quentes de Ubatuba. Confesso que fiquei bem apreensivo no começo, afinal das provas médias do calendário, essa era tipicamente uma média-longa. A galera da natação tratou de me motivar, pra ir com calma que tudo terminaria bem.

Porra, mas eu me conheço. Uma pessoa competitiva, com rivalidades históricas em jogo, não tem como ir com calma. Donde eu sabia que poderia faltar braço em algum momento da prova e havia riscos reais de chegar igual carro de fórmula que vai ziguezagueando pra puxar os últimos litros de combustível.

Pegando o vácuo na metáfora automobilística, no começo realmente adotei a tática safety car, fui relax sem ultrapassar ninguém. Conforme a primeira bóia ia se aproximando, fui percebendo que a principal diferença dessa prova para uma curta – ao contrário do que me falaram – não era o fato de haver menos muvuca, mas sim a muvuca estar mais dispersa. E isso me deixou em permanente conflito: quem estava fazendo o percurso mais correto? Eu ou eles? Isso é muito foda de administrar nas provas mais longas.

Na penúltima bóia, a gente era obrigado a gritar nosso número. Não sei se era um teste de sanidade ou alguma forma de controlar a galera que corta caminho, mas devo dizer que foi o único momento que desliguei a máquina giratória dos braços e pude contemplar o infinito por alguns segundos.

Fim de prova, até que fiquei satisfeito com essa primeira experiência de prova média. 57 minutos depois da infame buzina, cheguei colado em dois caras com quem costumava disputar as curtas e na frente de outros dois que achei que chegaria atrás. Quarto colocado na minha categoria. Daqui a 10 dias a prova é lá em Jacareí. Água doce, maior necessidade de bater a perna e certamente um resultado pior.

Seria bom a água estar um pouco mais gelada, senão vai ser igual treinar em Mônaco pra correr na Fernão Dias…E dá-lhe metáfora automobilística…

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Aconteceu no Beira-Rio. MARcão, designado originalmente pra marcar o NilMAR – centroavante da escola que busca a bola fora dá area, sem ficar na banheira – se chocou violentamente com um atacante cabeça de bagre após um infortúnio lance de chuveirinho na área. Ao contrário de seu colega de ofício André Dias, adepto da mumificação, MARcão prestou uma homenageam ao blog. Só faltou um gol de peixinho pra configurar uma lavada de 3×0…

marcao

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No mundo dos quadrinhos, o herói mais próximo do universo aquático era o Aquaman. Um herói tão loser, que nenhum cineasta encarou o projeto de levá-lo pras telas do cinema. Até o surfista prateado já fez ponta no Quarteto Fantástico! Mas também, pensem comigo, o maior poder do cara é conversar com os peixes!

Porra, se isso ainda resultasse num encontro caliente com alguma sereia interessante, ainda va lá, mas pelo que me lembro dos desenhos, ele botava a peixarada pra trampar por ele, tipo um capataz aquático. Isso pra não mencionar a roupinha ridícula que ele usava. Até cueca em cima da calça vira cult perto daquilo.

Herói de verdade é esse holandês. Já nadou uma maratona no pólo norte apenas de shorts – e eu preocupado com um buraco na roupa – e nadou cerca de 80 metros em água gelada. Por uma condição incomum, ele não sofre de hipotermia. Seu fluxo sanguíneo, que em temperaturas baixas é enviado apenas para os órgãos vitais, no caso dele, continua sendo fornecido para todo o corpo.

homemgelo

Wim Hof, anotem o nome dele. Ele já traz a vitória no nome…

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Realmente a crise pegou geral no segmento dos esportes aquáticos. Depois de nosso medalhista de ouro se sujeitar a nadar todo maltrapilho, agora é a vez do hexa-campeão mundial e pegador de beldades brasileiras Kelly Slater surfar no tsunami do subprime.

Vejam que dramática a cena: Após uma rodada de entrevistas frustradas em San Francisco, restou ao campeão voltar pra casa e, entre os destroços de sua casa hipotecada, abraçar a porta e adaptá-la para que fizesse as vezes de sua prancha penhorada…

KELLY

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Um amigo meu, ex-companheiro de bloser, escreve atualmente um blog genérico. Fala de futebol, literatura e devaneios em geral. Ultimamente ele inventou um novo sistema métrico temporal; o de fazer contagem regressiva em semanas. A dica foi dada, a esposa dele tá grávida e faltam poucas semanas pra completar as 38 totais.

O cara conta o tempo que falta para celebrar uma nova vida. Será que se eu contar em semanas/meses/braçadas estarei contando o tempo que falta pra celebrar a morte? Ok, humor negro pesado, mas não obstante meus problemas com água gelada tem agora essa história de roupa de natação rasgando. Enfim, faltam 4 meses até lá, quando faltar 3, a adrenalina deve entrar em ação.

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