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Archive for Março, 2009

Nesse fim de semana teremos a quase ex-tradicional Travessia dos Fortes no Rio de Janeiro, onde nadadores percorrem quase 4 kms do Forte de Copacabana até o Forte do Leme. Eu nadei essa prova em 2006 e até semana retrasada tava me achando um baita de um pé-frio, já que essa tinha sido a última edição até então.

 

O que faz dessa prova única é o fato dela ser gratuita e organizada, um belíssimo oxímoro. Você se inscreve pela Internet, retira seu kit com 24 horas de antecedência sem confusão e no dia da prova, chegando cedo, alonga e aquece embalado pelo Paulo Cintura (alguém lembra dele?) e com muita tranqüilidade escolhe a melhor posição de saída ao disparo do canhão.

 

Esse ano não vai rolar. Fiquei sabendo muito de última hora e não estou treinado pra encarar esses 4 quilômetros. Além da temperatura baixa da água e um pouco de correnteza, há outros obstáculos a serem superados:

 

Muvuca: 2.500 nadadores saindo quase ao mesmo tempo não tem mistério. É porrada pra todo o lado. Em dado momento da prova eu tava nadando quase de mão fechada (um dos educativos mais clássicos).

 

Obstáculos: Não precisei desviar de cadáveres como o Bimba (alguém, de novo, lembra dele?) diz já ter encontrado na Baía de Guanabara, mas não obstante eles delimitarem uma raia um pouco estreita, tinha muito lixo boiando.

 

Circuito: Tudo bem que não se trata de um prova onde você precisa dar mais de 1 volta num mesmo circuito, mas como qualquer prova longa, nadar próximo a margem exige um forte trabalho psicológico, qualquer hesitação você tá com a terra firme ali do lado. Eu sou mais nadar uma prova que vai de um lugar pra outro; aquela que a partir de um certo ponto, a distância pra voltar é mesma pra chegar.

 

Ta a fim de encarar? Ainda tem vaga…

 

 

fortes2

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Tu-tu-barão

As pessoas tendem a menosprezar esportes individuais. Ainda mais esportes ditos de pouco contato, como natação, corrida, etc. Quem pratica maratona aquática sabe que, em termos de contato, nada como uma largada muvucada ou aquela primeira curvinha na bóia. Outros tipos de contatos também podem acontecer, check this out:

 

 

 

Na boa. Quando eu nado em mar, não consigo expulsar o pensamento de algum ser marinho – inclusive o monstro do Lago Ness – me atacando e destroçando minha perna. Depois desse vídeo então, vou ter que fazer alguma regressão pra continuar caindo no mar. Tubarão e, ainda por cima, tubarão martelo com todo esse jeitão pré-histórico, é de fuder, né não?

 

Esse tubarão circulando e a galera nadando do lado é tão surreal que, no mundo de hoje, com a profusão de pegadinhas e estratégias de guerrilha, não me surpreenderia se isso fosse uma ação de marketing da Hammerhead (marca de artigos de natação do Xuxa)…

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Sabe aquela parada de mente sã, corpo são? Quase 100% slogan publicitário. Além das teorias que pululam por aí, nada como o tête-à-tête com a galera lesada das travessias pra comprovar empiricamente o fato. É direto, não precisa ser nenhum freaknomico pra constatar que quanto mais braçadas, menos sinapses se comunicando.

macaco

Outra correlação alta e que me afeta diretamente é cloro e rinite. Minha academia insiste em dizer que está tratando a água com ozônio, eu digo que não. Pra me convencerem, só se os caras ousarem e fizerem o “compare e comprove” do sabonete Dove ou o “tomou não cagou” do Active, isso tá bem na moda. Algo como a cada espirro pós-aula eu ganharia algum abatimento na mensalidade.

Achou ruim a idéia? Enquanto eu estiver nadando e emburrecendo, a tendência é só piorar…

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Nadar com 2,3,4… roupas

Alguém tá acompanhando essa polêmica sobre os 2 maiôs? Uma gringa bateu o recorde mundial de alguma prova – quanta precisão… -, mas dias depois seu feito foi cancelado por ela ter usado esses 2 maiôs, o que, em tese, aumentou sua flutuação e diminuiu seu esforço.

 

Por que eu estou falando isso? Uma de minhas principais preocupações em Alcatraz é a temperatura da água, em torno dos 17/18 graus. Em prova curta, beleza. Dez minutos na água, pra rolar uma hipotermia, tem que estar próximo de zero…Agora uma prova que deve demorar quase 1 hora, o bicho pode pegar.

 

ninja

Eu não tenho vergonha em dizer: eu me inscrevi na categoria em que é permitido usar roupa especial. Inclusive devo comprar aquelas roupas de ninja, com uma touca na cabeça e só parte do rosto aparecendo. E se for preciso, colocar quantas roupas forem necessárias, tipo brasileiro quando vai pra Europa no inverno, saca? Chega no Pub, 5 moletons depois e aquele Califórnia Racing amarelo limão no cabide, ele vai tomar a cervejinha Guiness feliz…

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Esse sábado tivemos uma palestra nutricional para praticantes de natação. Entre as máximas do carboidrato antes e proteína depois, alguns mitos foram demolidos. O mais chocante foi o mito da banana. Alguém de vocês, 3 leitores, sabia que banana não adianta porra nenhuma pra prevenção de cãibras?

Mas o pior de tudo vem agora. Como eu venho tendo algumas cãibras recorrentes na perna, perguntei qual seria uma boa fonte de sódio e a resposta que obtive foi: Gatorade! O inimigo número 1 dos portadores de cálculos renais! Ou seja, esse humilde blogueiro/nadador…

besouro

Como não posso correr o risco de ser acometido por uma inesperada contração muscular involuntária no meio da baia de São Francisco, devo – mesmo consumindo moderadamente o infame isotônico – desobedecer uma ordem médica expressa, desagradando o Deus grego da Medicina: Asclépio (salve o deus da busca, google. Pensava que era Hipócrates)!

Assim, receberei o castigo divino de carregar minha pedra no rim nas idas e vindas das correntezas revoltas de Alcatraz, fazendo o papel do Sísifo moderno e aquático, aquele que ficava rolando uma pedra pra cima e pra baixo na ladeira…

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10.000 horas

No livro Outliers, o autor apresenta a teoria das 10 mil horas: você só se torna muito bom naquilo que faz se pratica essa atividade por no mínimo 10 mil horas. Beatles, Bill Gates, Mozart, todos teriam praticado essa batelada de horas pra alcançarem o nível de excelência. Você pode desprender várias coisas dessa teoria, eu desprendi uma só: ela justifica muitos dos meus fracassos.

outliers

Já tentei tocar baixo e o máximo que tirei de som foi a trilha sonora do Tubarão. Queria escrever de forma mais orgânica e ainda vou e volto várias vezes no texto. Queria nadar bem e simplesmente não consigo. Depois do livro, cheguei à conclusão que se tivesse praticado 10 mil horas de baixo, tirado um período sabático prolongado pra escrever ou ter começado a nadar desde pequeno, alguma dessas três coisas eu faria bem.

Caso você tenha alguma coisa que não faça bem, não insista. Leia o livro, você vai demorar bem menos de 10 mil horas.

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Até essa semana, eu achava que nada era pior que a imagem da Preta Gil na tela de televisão. Isso foi literalmente por água. Tivemos uma aula especial, onde cada aluno era colocado numa raia da piscina e o professor, devidamente equipado, nos filmava de ângulos diferentes nadando os 4 estilos.

televisao_outdoor

Que eu não sei nadar Borboleta e que minha perna no Costas é no mínimo pouco útil, eu já sabia. Mas que depois de mais de 7 anos de treinamento mais sério – sem contar alguns anos de maus professores em outras academias – a imagem do meu braço esquerdo raspando na água na saída e o braço direito saindo quase reto pra depois cair na água no Crawl poderia me gerar tamanha repulsa, aí foi novidade.

Dois dias depois, numa sessão de tiros curtos, a frase do meu professor: “Você nadando rápido é horrível”, além de não causar surpresa pela sinceridade, confirmaram que a musculação vai continuar sendo minha melhor arma para eu continuar aplicando a boa e velha metodologia alemã: natação-força.

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